Thursday, December 07, 2006

Tom Waits hoje no Anoitecer ao Tom Dela


O grande Tom Waits faz hoje, 7 de Dezembro, 57 anos. A Sandra Bernardo celebra a efeméride com 14+1 músicas do homem na rubrica Filhos da Madrugada do Anoitecer ao Tom (Waits) Dela. A partir das 23 horas, em 91.2 FM ou em www.emissoradasbeiras.com.
Tom Waits

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A rubrica Filhos da Madrugada de hoje celebra em cheio o aniversário de Tom Waits, o génio norte-americano da voz de bagaço e da criatividade sem fim. Thomas Alan Waits nasceu a 7 de Dezembro de 1949 em Pomona, na Califórnia. Grande dia para a história da Humanidade, nem menos.

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Tom Waits disse um dia que preferia ter uma garrafa à frente a uma lobotomia frontal. Pois, naturalmente que sim. Praticante dessa modalidade universal chamada bourbon, Tom Waits transporta a celebrada bebida para as próprias letras das suas canções. O resultado é sempre um brinde.

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Os géneros musicais abordados por Tom Waits vão do experimental ao jazz, passando pelo rock puro e duro, pelo folk e pelos blues. O resultado é invariável, seja qual for o género: alta fidelidade e altíssima qualidade.

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E depois, felizmente, Tom Waits canta, toca e grava que não se farta. Waits é, ainda, um instrumentista múltiplo: órgão, guitarra, piano e harmónio não têm segredos para ele. Mais aquela voz única, que Rui Correia, um músico nosso amigo admirou desta maneira: “O gajo não falha uma nota, caramba!”.

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Sobre a voz de Tom Waits, outra citação, não sabemos de quem, chega também a propósito: “é como se a voz dele tivesse sido imersa em bourbon, depois deixada a secar uns meses numa sala de fumo e depois levada para a rua onde um carro a atropelou.” Está bem definido, sim senhor.

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Os assuntos das letras de Waits primam por uma atmosfera bizarra em que pessoas e lugares se movem como peixes escuros em águas profundas. Muitas das suas canções são ásperas, duras, incómodas. Outras, porém, são de uma ternura desarmante.

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As canções originais geraram um autêntico culto noctívago. Muitos outros artistas disputam o direito a tocar versões da arte de Tom Waits. Por exemplo, Bruce Springsteen. E mais um milhar de outros grandes nomes.

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Nos Estados Unidos, os discos de Tom Waits obtêm um sucesso bastante razoável. Mas é no estrangeiro que ele é mais apreciado, atingindo as vendas o galardão de ouro de xis milhares de vendas. Ainda assim, dois dos discos de Waits já foram galardoados na sua terra natal com dois prémios Grammy.

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Tom Waits também é actor e compositor de bandas sonoras para filmes. Exemplo: O Rei Pescador e o Drácula de Bram Stoker têm música dele. Por tudo isto, Tom Waits não pode nunca ser visto (e ouvido) como um mero pianista embriagado. Ele é isso e muito mais do que apenas isso.

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No início da década de 70 do século passado, Tom Waits trabalhava como porteiro num clube nocturno em que actuavam artistas de toda espécie. Waits idolatrava estrelas da música e da literatura como Bob Dylan, Lord Bucley, Hoagy Carmichael, Marty Robbins, Raymond Chandler e Stephen Foster. Quando começou a compor, criou uma mistura única de canção com monólogo que se tornou uma das suas marcas-de-água. Ou de bourbon, vá lá.

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A carreira discográfica de Tom Waits começou em 1971, ano em que assinou contrato com a etiqueta Asylum Records através de Herb Coehn, que era manager de Frank Zappa. Waits começou então a viajar, apresentando-se nas primeiras partes de concertos de músicos como Charlie Rich, Martha and the Vandellas e do próprio Zappa.

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Uma relação amorosa muito marcante para Tom Waits foi aquela que teve e manteve com uma cantora já celebrada aqui nos Filhos da Madrugada: Rickie Lee Jones. Amores à parte, registe-se bem registado que Tom Waits, apesar do aspecto desleixado e da nocturnidade evidente da sua vida interior, é um trabalhador incansável. Para nosso bem, evidentemente – tudo para nosso bem.

13
Uma curiosidade: o início da carreira de actor de Tom Waits foi num filme de… Sylvester Stallone. Aconteceu em 1978 e o filme chama-se Paradise Valley. Em Agosto de 1980, Waits casou-se com Kathleen Brennan, que é co-autora de alguns álbuns do músico. Waits reconhece na parceria com Kathleen uma “viragem de paradigma”.

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Muito mais há e haverá a dizer de Tom Waits. Mas o melhor, definitivamente, é ouvir o homem. A sua obra é vasta e riquíssima. Esta selecção de 14 canções poderia ser trocada por outra e por outra por outra ainda. Para o ano há mais.
(fonte: wikipedia)

Músicas seleccionadas:
0000 Just Another Sucker On The Vine,
0001 Waltzing Matilda,
0002 I Beg Your Pardon,
0003 Alice,
0004 Blue Valentine,
0005 Somewhere Over The Rainbow,
0006 Martha,
0007 Midnight Lullaby,
0008 (com Gavin Bryars) Jesus' Blood Never Failed Me Yet,
0009 I Hope That I Don't Fall in Love With You,
0010 Time,
0011 Hold On,
0012 You Can Never Hold Back Spring,
0013 Telephone Call from Istanbul
e
0014 Christmas Card from a Hooker in Minneapolis.

2 comments:

Anonymous said...

Ai...

JP Gonçalves said...

"The piano has been drinking not...me......not...me.......not...me..."...